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IDEIAS SÃO REVOLUCIONÁRIAS, INFORMAÇÃO É ESTÁTICA

Sérgio Roberto Bertin

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   Estamos em uma sociedade que considera a informação o seu próprio pilar de sustentação. Mas o que realmente é informação? Nem sobre essa questão básica existe concordância, encontrei dezenas de definições que se conflitam ou complementam dependendo da abordagem e dúvidas que se estendem entre a separação de dados e informação. Não vou enveredar por esse caminho, acredito ser importante a compreensão que temos como pilar de nossa sociedade algo que sequer conseguimos definir.

 

   Vivemos hoje constantemente cercados pela informação e o conceito de que a informação hoje é dinâmica é amplamente difundido e aceito. Mas é necessário entender que ela é dinâmica no sentido de que é movida, circula rapidamente. Mas vejamos, ao obtermos a informação de que todas as arvores são verdes, normalmente teremos que submeter a informação aos nossos conhecimentos e a partir daí concluir que essa é uma informação válida ou não. Se todas as arvores que vimos e conhecemos são verdes posso concluir que é uma informação válida, mesmo que na prática equivocada. De maneira simplista é o nosso processo de pensamento. Dessa maneira podemos analisar que a informação se move dinamicamente, mas é estática em sua essência, porque ela não muda.

 

    Bem, estamos em um mundo que tem como um de seus pilares algo estático.

 

   Mas vamos a um outro exemplo. Quando as pessoas assistem televisão e são bombardeadas por informações como o slogan da Friboi: Carne confiável tem nome. As pessoas veem isso e não assumem padrões de comparação, a imensa maioria sequer os possuem, mas de aceitação, ou seja, o pensamento deixa de existir e essa informação passa a exercer o padrão comparativo único. Quase ninguém passa a questionar o porquê dessa qualidade. Desse modo estamos com uma informação estática que não gerou conhecimento algum que não a aceitação da informação.

 

   Ideia é outro termo que suscita muita discussão, vamos nos ater ao que de mais simples existe, conhecimento inato ou gerado a partir de conhecimentos existentes, mas que o produto difere dos componentes. Nesse caso, ideia significa movimento, está diretamente ligada ao pensamento, inexiste sem ele, mesmo em sendo princípio inato.

 

   Ideia, por ser diferente do que se conhece, tende a ser revolucionária, a tentar mudar o que se tem estabelecido. Mas há de se ressaltar que nem todo o pensamento gera ideia, ao contrário, quase nenhum pensamento gera ideia. Daí a se pensar que quanto mais pensarmos, maior a possibilidade de termos alguma ideia, de criarmos condições revolucionárias.

 

   Por serem as ideias revolucionarias, nem sempre são benvindas em uma sociedade, já que o conceito de sociedade é em si o de normalização, estabelecer regras baseadas em conceitos aceitos. Uma ideia, tende a ferir esses conceitos e portanto atentar contra a normalização e partindo de um conceito idiota: quanto mais as pessoas se aperfeiçoam em fazer algo de determinada maneira, mais elas oferecem resistência em rever ou mudar essa maneira de fazer ou de pensar.

 

   Desse modo, pensar que uma sociedade atenta para o bem comum, é um equívoco absurdo e cruel, uma sociedade atenta para que os conceitos estabelecidos permaneçam os mesmos. Daí o conceito de comunicação atentar para que em essência não pense e sim aceite. E isso não se restringe ao marketing comercial, está nos noticiários e em toda grade de programação da tv, dos rádios, impressa e na própria internet. Somos adestrados a aceitar como certas as afirmações de outros, sem nos preocuparmos em racionalizarmos o que nos é apresentado. A figura da pessoa empresta confiança, para abdiquemos de pensar.

 

   Acredito sim, que estamos na era da informação e isso é reconhecer que estamos nos imbecilizando, estamos nos abdicando de utilizar a informação como meio que é, para que possamos agregar conhecimento e capacidade de processamento de ideias e de concepções próprias. Gostaria eu, que estivéssemos na era das ideias, porque em um sistema que se demonstra cada vez mais que não está funcionando, o que mais necessitamos é de revolução, principalmente pessoal.

Sérgio Roberto Bertin srbertin@hotmail.com

Sérgio Roberto Bertin é Analista de Sistemas e Consultor em Mudança Organizacional

 

 

Seus textos são:

Ideias são revolucionárias, informação é estática 15 de julho de 2015