TRANSPARÊNCIA

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É dessa união que construiremos, sem dúvida alguma, uma sociedade melhor e mais HUMANA.

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 RIO CLARO E O ESGOTAMENTO DA "FRENTE"

da Redação

Sexta-feira, 12 de Fevereiro de 2016

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   Atualmente quais e onde se localizam as forças progressistas na política de Rio Claro? Entendemos por forças progressistas aquelas que constroem alianças com base programática, objetivando um projeto de humanidade e de município. Esse projeto deve apontar para construção de sociedades que almejem a superação da repartição das classes sociais.

 

   Reconheçam sua existência e trabalhem para que haja sua superação, sem ingenuidades. Sociedades que distribuam as riquezas na aplicação dos recursos públicos e reconheçam que os seres humanos e a ampliação do bem estar dos cidadãos localizados na base da pirâmide social sejam essencialmente e prioritariamente contemplados.

 

    As pretendidas forças progressistas que tentaram se aglutinar em Rio Claro, deveriam se perguntar:

    1) Quais são os erros estratégicos que cometeram para estacionar e até mesmo recuar em muitos pontos?

 

   2) o que justifica que sua maior e exclusiva preocupação configura-se em derrotar eleitoralmente os setores tidos como conservadores e reacionários? Mas afinal, qual é a diferença entre esses “dois” projetos?

 

   3) o que fez com que em duas vezes sucessivas não se construiu um governo progressista, de coalizão alternativa para desmistificar o modo de fazer a política partidária que historicamente se pratica em Rio Claro?

 

   4) O que justifica essa mesmice enfadonha, cansativa, sem criatividade?

 

   Em matéria de organização do território municipal os exemplos chegam ao nível de se tornarem trágicos. Aparentemente, faltou credibilidade para apresentar e segurar uma proposta de reordenamento territorial que priorize os setores sociais mais empobrecidos, democratizando o acesso á terra e ao bem estar social. Preferiram adotar as políticas de implantar conjuntos habitacionais que trarão enormes problemas em pouco tempo, como acontece em muitas partes do mundo. Políticas que não deram certo em outros países, repetidas à exaustão.

 

   Em matéria de oferecimento dos serviços públicos, cada vez mais, são ouvidas as reclamações da falta de apoio para que ampliem os acessos aos setores sociais que dependem exclusivamente dos recursos públicos. A situação da saúde pública é exemplo da maior envergadura. O problema não está nos trabalhadores que atuam na área. O problema está na falta de decisão e na visão exclusivamente voltada para obras de engenharia.

 

   Em matéria de mobilidade urbana não se promoveu qualquer tipo de avanço. A cidade continua sendo pensada para as máquinas e não para as pessoas.Assim essa pretendida união que aceita qualquer partido que se submeta aos interesses centrais, vai seguindo pelos mares revoltos em direção ao iceberg que aponta-se logo á frente.

 

   A culpa sempre será de todos, menos da falta de iniciativa de repensar os caminhos percorridos. Os culpados dessa tendência a se esborrachar são os meios de comunicação entreguistas e a falta de meios de comunicação que tenham afinidade com o “projeto em implantação”; a ingratidão dos cidadãos que nunca estão satisfeitos.

 

   Enfim, só as direções não são responsáveis. Fizeram o que podiam, mas são incompreendidos. Pensam dessa maneira.

 

   É possível até mesmo afirmar que a política urbana tem sido, na sua quase totalidade, definida por essa relação, que tem o poder de determinar, a partir de acordos entre empresas, partidos e governos, que investimentos serão feitos, assim como onde e de que forma a cidade se desenvolverá. Os anos de abundância de dinheiro, inclusive, alimentaram de forma avassaladora esta máquina perversa de associação entre interesses privados e as políticas públicas, com megaprojetos milionários e obras faraônicas de questionável necessidade", segundo Raquel Rolnik.

 

   As incógnitas colocadas para 2016, de acordo com a autora serão “...é de fato possível desmontar e enterrar esse velho modo de fazer política, e se haverá capacidade de inovar na elaboração de políticas públicas para enfrentar o cenário econômico adverso.” Conclui a autora: ...será que “estes tempos difíceis poderão ser também tempos de transformação, inovação e criatividade para formular e implementar políticas alternativas, melhores e mais eficazes do que parte do que se realizou na farra dos anos de fartura?”

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