TRANSPARÊNCIA

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da Redação

Sexta-feira, 2 de Outubro de 2015

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   A chanceler alemã Angela Merkel veio ao Brasil em Agosto.2015, para se reunir com a presidente Dilma. As líderes debateram sobre a proteção das florestas brasileiras, mudanças climáticas e incentivos as energias renováveis. Esse poderia ter sido um bom momento para que o Brasil usasse o exemplo da Alemanha em energia solar: de uma olhada nos dados aqui embaixo.

 

   Desafetos no futebol, mas parceiros históricos em relação ao meio ambiente. A cooperação na área ambiental se consolidou no início dos anos 90 com a criação do Programa Piloto para a Proteção das Florestas Tropicais (PPG7), que se destinava ao desenvolvimento e criação de áreas protegidas no Brasil. A Alemanha teve destaque como o principal parceiro e investidor do Programa, além de ter contribuído para outras iniciativas como o Fundo Amazônia.

Nesta antiga relação, não foi apenas a Amazônia que recebeu investimentos. Também foram feitas parcerias nas áreas de energias renováveis, como a solar, e em energia nuclear. A contradição é que enquanto o potencial de Sol é elevadíssimo no Brasil e pouco aproveitado, a Alemanha que possui menos irradiação tem quase 10% de sua população se beneficiando da energia solar.

 

   De olho na Conferência do Clima, a COP21, que acontece no final do ano em Paris, na França, e na qual espera-se que mais de 190 países assinem um acordo para redução da emissão de gases de efeito estufa, é fundamental acompanhar o que acontece com o desmatamento e a Amazônia.

 

   Nas negociações internacionais, o Brasil é tido como um excelente cumpridor de suas obrigações e o governo federal faz questão de ressaltar os números de queda do desmatamento no País e, consequentemente, a queda das emissões. No entanto, o governo Dilma é um dos que menos demarcou Unidades de Conservação e Terras Indígenas, uma das melhores formas de combater o desmatamento. Para se ter uma ideia, nos últimos cinco anos Dilma criou apenas 1% do total das Unidades de Conservação existentes.

 

   Além disso, o controle da extração de madeira da Amazônia na forma como é feito hoje funciona apenas para legalizar madeira ilegal. Órgãos oficiais do próprio governo definem que ilegalidade do setor chega a mais de 50% do volume extraído. O atual cenário coloca em risco os esforços realizados pelos programas de cooperação entre Brasil e Alemanha e muitas das áreas protegidas demarcadas com apoio do PPG7.

 

   Um aporte de novos investimentos no Brasil por parte da chanceler alemã seria bem-vindo e Merkel poderia reiterar o apoio do governo alemão em relação à proteção das florestas e à adoção de metas mais ambiciosas para combater as mudanças climáticas visto que a Alemanha é um dos grandes financiadores do esforço global para a conservação de florestas tropicais. 

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